Esta é minha morte
O suicidio do que um dia ressoou
Silencia esta voz a se render
Enclausuras... Infundados sonhos
Realidade que destroçou
Um espasmo... Aquela imagem
Um alvitre? Ou fantasia?
Não tenho como alcançar tua solidão
O pecado foi te haver entre meus lábios
Agora é pó manchando a face
Adormece esse canto
Vão-se a tumba com tantos rostos
Diz adeus a este farol com lagrimas nos olhos
Ecos que assombram
Anjos não são dádivas
Disfarces e nada mais
Loucura, dor e sombras.
Feche os olhos para que te arrebate a onda
A espada da justiça sobre os infiéis
O que esperas?
Alguém que te guie aos céus?
Um cicerone para o teu inferno?
A morte com a tranqüilidade do teu sono...
O que mais pode me machucar?
Existe ainda o que temer...
Já carrega em teus troféus meu coração
Quebrou a minha alma em mil seguimentos
Sirva-se dos escombros que sobram de mim.
Stefanie Legeard

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